Os inspectores da Autoridade para as Condições do Trabalho apuraram mais de 27 milhões de euros em dívidas a trabalhadores, entre salários por pagar e subsídios de Natal e férias atrasados. No último ano, o total de créditos a trabalhadores subiu, assim, mais de 150% face ao período homólogo, tendo caído, no entanto, o número de portugueses abrangidos por esta situação. Também o montante em dívida à Segurança Social, que é relativo às contribuições em falta, cresceu de forma significativa, de acordo com o relatório de inspecção do trabalho.

 

Os inspectores da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) apuraram, nas ações que levaram a cabo ao longo do último ano, mais de 27 milhões de euros em dívida a trabalhadores, sendo que a maioria desses créditos é relativa a pagamentos em falta da remuneração base. Tal valor equivale a uma subida homóloga de 152%, evolução que é explicada pelas dificuldades que as empresas enfrentaram por causa da pandemia. Essa tendência poderá repetir-se em 2022, alertam os especialistas, tendo em conta a crise energética e a escalada dos custos.

Desde da pandemia que a ACT não publicava relatórios de actividade. Aliás, apesar de ter visto os seus poderes reforçados durante a crise de covid-19, essa entidade não tinha ainda divulgado os resultados das suas ações relativos a 2020 e 2021. Fê-lo recentemente e o documento que diz respeito ao último ano mostra nomeadamente uma subida acentuada das dívidas apuradas a trabalhadores e à Segurança Social.

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