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Na passada terça-feira dia 15 de Maio, um grupo de cerca de 50 indivíduos invadiram a Academia do Sporting Clube de Portugal em Alcochete.

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Muito se especula nas redes sociais, e entristece-nos muitos comentários negativos em relação à actuação do(s) colegas que se encontravam na portaria da academia, não sabendo ao certo se estariam um ou dois vigilantes.

Quem conhece, sabe, e quem não conhece poderá perceber que nas imagens que vemos em diversos órgãos de comunicação social, não se vê qualquer portaria, mas sim, ela existe! Está é recuada, e a visibilidade da mesma para o exterior é muito reduzida, ou seja, um vigilante na portaria tem imensa dificuldade em ter uma visão plana e perceber o que se passa do lado de fora, queremos com isto dizer e alertar os senhores arquitectos e engenheiros da construção civil, é que não basta desenhar e construir um espaço bonito e harmonioso, mas devem cada vez mais pensar na questão segurança do espaço.

José Diogo Salema, antigo responsável de segurança da academia do Sporting, em entrevista telefónica à CMTV explicou que o que aconteceu é um facto estranhíssimo, que não deveria acontecer. José Diogo Salema foi director de instalações da academia entre o ano 2000 e 2008 e este acontecimento era impensável!

Os motivos para que uma invasão deste calibre seja possível José Diogo Salema não pode especular. Disse ainda que no seu tempo e enquanto director de instalações e responsável pela segurança das mesmas, as medidas de segurança eram rigorosas, principalmente quando o plantel da equipa principal estava a treinar. A academia rege-se por níveis de segurança e esse nível de segurança era sempre aumentado, quer na segurança estática como em outras medidas de carácter preventivo. É estranho estando a equipa principal na academia houvesse condições de segurança tão ligeiras, isto porque na altura, ou seja, durante o tempo que foi director das instalações, havia reuniões semanais para programar as actividades internas da academia desde limpeza dos balneários, manutenção dos campos, segurança e uma série de actividades que deveriam ser coordenadas em função do programa de treinos de qualquer uma das equipas que utilizassem o espaço para qualquer actividade.


Das medidas de segurança quando a equipa principal treinava, havia um nível de segurança de alerta, em que criavam condições mais cuidadosas. 
Questionado pela Jornalista acerca das condições mais cuidadosas, José Diogo Salema explica que o portão estava sempre fechado, havia sempre um reforço da segurança estática e portanto havia um maior numero de seguranças a proteger as instalações e a equipa, havia sempre alguém na sala de controlo que controlava o sistema de CCTV e monotorizava esses equipamentos que cobriam todo os metros quadrados das instalações! Desta forma, seria possível ver que estariam a entrar nas instalações um grupo não autorizado, mesmo a correr, os invasores devem ter levado alguns 10 minutos a chegar aos espaços onde estava a equipa principal e a equipa técnica, que era tempo suficiente para avisar os jogadores para se protegerem e prepararem para um ataque daqueles.


José Diogo Salema frisou ainda, que não sabe que meios estão a funcionar e como se estão a organizar as equipas e o sistema de segurança da academia, nem se houve algum desinvestimento na segurança da academia, pois desde 2008 que deixou a academia e passou até 2013 a integrar a direção de instalações, e daí para cá, não faz a mínima ideia quais tenham sido as politicas desta direção em termos de manutenção e segurança dos equipamentos e plantel. Houve sempre grupos de adeptos que tentaram entrar na academia sob clima de tensão e nunca ninguém conseguiu entrar no seu interior, pois nessa altura estariam em alerta vermelho e redobravam as condições de segurança do espaço, o que deveria ter acontecido neste momento devido ao clima de tensão que o clube estava a viver desde domingo após o jogo com o Marítimo.


Disse ainda que não consegue perceber como é possível, adeptos conseguirem entrar no parque de estacionamento dos jogadores, o que no seu tempo os adeptos não tinham acesso, logo não entravam em parques de estacionamento restritos, que parece existir toda uma situação de falta de cuidado.
Questionado pela jornalista e pivô da CMTV se achava que se tratava de uma situação de negligência ou uma situação que terá sido provocada para permitir este tipo de invasão, o ex-responsável pela segurança da academia respondeu, que ninguém pode provar, ou se não houver uma investigação seria sobre o assunto, é difícil de provar e que tais factos deixam que se pense nisso, independentemente que tenha havido conivência de alguém no acto, que houve uma falta de cuidado extrema, não é preciso ser o próprio a dizer que qualquer pessoa vê que aquilo é de facto estranho! Não arrombaram portas, nem saltaram vedações, (segundo algumas informações que têm chegado a ASSP, os acessos nos interiores dos edifícios são feitos por marcação de um código ou aproximação de um cartão).


Na altura que dirigia a segurança da academia, o protocolo de segurança para lidar com momentos mais tensos era que o portão estaria sempre fechado, o reforço de segurança estática era aumentado e estariam sempre em contacto quase que permanente com as forças de segurança publica, em que muitas vezes pedia-se um reforço de segurança da própria GNR que garantiam a segurança no exterior da academia, nomeadamente na estrada.

Na situação de tensão que o clube está a viver justificava-se elevar o nível de segurança para vermelho de forma a evitar as situações que aconteceram.
Desde que saiu das instalações da academia não sabe se existe alguém responsável, mas certamente deverá haver alguém que trate deste tipo de situações e que havendo alguém que descurou este assunto, sem duvida deveria ser chamado à responsabilidade.

A ASSP - Associação Socioprofissional da Segurança Privada está solidaria com toda a equipa de Segurança da empresa que presta serviços na academia do Sporting em Alcochete e em caso de necessidade poderão contactar-nos que daremos todo o apoio e ajuda necessária ao nosso alcance.