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    Governo queria permitir transportes de dinheiro até 150 mil euros sem segurança. PSD, BE e até o PS fazem propostas que baixam drasticamente este montante.
    Os deputados preparam-se para abandonar a proposta do Governo que permitia às empresas transportarem dinheiro ou metais preciosos de valores até 150 mil euros sem recorrer aos serviços das polícias ou das empresas de segurança privada, nomeadamente em carrinhas blindadas.

A medida anunciada no final de 2018 foi muito criticada por alegadamente promover a insegurança, mas também facilitar o branqueamento de capitais com o regresso das chamadas 'malas de dinheiro'.

                                                                     

    A proposta do Governo apanhou de surpresa o setor, multiplicando por dez o limite previsto na atual lei - que exige essas medidas de segurança para montantes a partir de 15 mil euros. Agora, há três partidos, incluindo o PS (o partido que suporta o Governo), que propõem, na especialidade, valores muito mais baixos do que os 150 mil euros pretendidos pelo Ministério da Administração Interna. Nas novas propostas consultadas pela TSF o PS propõe 25 mil euros, enquanto o PSD e o BE regressam aos 15 mil euros.

    O presidente da Associação de Empresas de Segurança, Rogério Alves, aplaude a mudança e diz que imperou, finalmente, o bom senso, Rogério Alves afirma que a proposta do Governo era errada e abria a porta a muitos riscos com o transporte sem segurança, em malas de dinheiro, sacos de plásticos ou carros particulares, por exemplo, "num convite ao descontrolo".

    A Associação de Empresas de Segurança aplaude ainda outra proposta do PS que alarga a fiscalização deste tipo de empresas a equipas multidisciplinares compostas pela Autoridade Tributária e pela Autoridade para as Condições do Trabalho, ajudando a combater o trabalho não-declarado no setor ou pago com valores abaixo do previsto na legislação, favorecendo uma concorrência mais transparente e menos distorcida.